sonho

Temos que ser contra e ao mesmo tempo ir tecendo um projeto de futuro, 
tanto no plano pessoal como no coletivo. 
 Um projeto de futuro onde possamos viver.
O presente no Brasil não será possível sem voltar a imaginar um futuro. 
 É preciso compreender que criar um futuro serve muito mais ao presente do que ao próprio futuro.
Não dá para viver vendo pela frente apenas horror ou vazio. 
 Tem que sonhar fazendo.
Sonhar com um país, sonhar com uma vida. É pelo desejo que nos humanizamos.

Eliane Brum - Como resistir em tempos brutos -



utopia

Por causa da atual atrofia da imaginação utópica, 
 o espírito do nosso tempo foi colonizado por imaginários apocalípticos e narrativas de desastres cataclísmicos e futuros desconhecidos. Mas que política as visões do apocalipse e da catástrofe engendram, se não uma política da separação, em vez de uma política da humanidade, de espécies começando a existir plenamente? 

Porque nós herdamos uma história em que a norma é o sacrifício recorrente de algumas vidas para a melhoria de outras, e porque estes são tempos de medos profundamente enraizados, incluindo o medo de um planeta dominado por outras pessoas de raças diferentes; por tudo isso, a violência racial está amplamente codificada na linguagem 
 da fronteira e da segurança.

Achille Mbembe - A ideia de um mundo sem fronteiras -



cruzo

O fato é que a humanidade sempre encarou os caminhos cruzados com temor e encantamento. A encruzilhada, afinal, é o lugar das incertezas, das veredas e do espanto de se perceber que viver pressupõe o risco das escolhas. Reinventamos o mundo transformando a cruz em encruzilhada e praticando-a como campo de possibilidades.
Nesse sentido, a relação com diferentes saberes potencializaria a prática do cruzo, em um exercício dialógico e polirracionalista.
Os saberes assentes nas macumbas propõem-se a pensar uma relação ecológica entre essas diferenças, pautando uma não hierarquização, uma interdependência e a presença credível de caracteres cruzados dessas existências.
Os cruzos entre saberes e ignorâncias são fundamentais para que os mesmos possam se manter abertos e expostos a outros movimentos, encantando-se em novas experiências. Eles devem se manter em mobilidade, em constantes fluxos, em encontros, contaminações e afetos.

Luiz Antonio Simas e Luiz Rufino
 - Fogo no mato: A ciência encantada das macumbas -












Estilista
Weider Silveiro

Conceito
Andréia Matos, Pedro Bazani e Weider Silveiro

Fotografia e Video
Leo Fagherazzi e Pedro Jorge

Arte
Andréia Matos, Jean Petra, Paula Tsuyama e Pedro Bazani

Beleza
Carlos Rosa, Helder Rodrigues, Magô Tonhon e Rapha da Cruz

Styling
Miranda Luz e Victor Borges

Trilha
Malka e Miss Tacacá

Produção de Casting
Andréia Matos, Miss Tacacá e Pedro Bazani

Modelos
Auá Mendes, Caru, Claudia Eunice, Ingrid Andrade, Jade Aza, Miranda Luz, Miss Tacacá, Sambla Universo